A NBA Está de Volta! Rodada de abertura

A espera, finalmente, acabou. Aquela ansiedade que começa a crescer depois das NBA Finals atingiu seu ápice! E nesta terça-feira, 21/10, a bola laranja subiu para a temporada 2025/2026 da NBA, e o cardápio de abertura foi simplesmente imperdível, uma noite daquelas para não esquecer, e pra acelerar os corações dos fãs, e o Placar Global te traz um resumo da rodada de abertura da nova temporada da NBA.
Prepara a pipoca!
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Noite de Gala – Campeões começam com muito drama em uma partida memorável
Houston Rockets 124 @ 125 Oklahoma City Thunder – 2OT
Transmitido por: amazon prime
A noite em Oklahoma City tinha tudo para ser uma festa completa com cerimônia de entrega dos anéis, banner de campeão da temporada 24/25 subindo ao topo da arena… e foi. Mas o roteirista dessa estreia caprichou no drama e na ironia.
O adversário não era qualquer um. Era o Houston Rockets, agora liderado pelo “vilão” favorito da cidade, Kevin Durant, em seu primeiro jogo oficial pela franquia texana. A torcida do Thunder, que até hoje não perdoou KD pela sua saída para o Golden State Warriors em 2016, fez sua parte: vaias ensurdecedoras toda vez que ele tocava na bola.

E o jogo foi decidido, parafraseando o gigante Sérgio Maurício, “no capriiicho, no capricho!”, meus amigos. Pela sexta vez na história, um jogo de abertura precisou de duas prorrogações para ser decidido (a primeira vez desde 2005).
O atual MVP, Shai Gilgeous-Alexander, mostrou por que é o dono da liga. Depois de um primeiro tempo tímido com apenas 5 pontos, ele acordou para o segundo e terminou com 35. Mas o toque de cinema veio no final: com o Rockets vencendo por 124-123, a 2.3 segundos do fim do segundo tempo extra, quem faz a falta em Shai? Ele mesmo, Kevin Durant.
Em meio a uma explosão de aplausos da torcida, que viu KD ser ejetado com sua sexta falta, SGA foi para a linha de lance livre e, com uma frieza absurda, converteu os dois pontos da vitória.
Mas o OKC não foi só Shai. Chet Holmgren foi gigante com 28 pontos e 7 rebotes, mostrando que o time vem forte para defender o título, mesmo sem o All-Star Jalen Williams, que ainda se recupera de uma cirurgia no pulso.
Do lado do Houston, um jogador foi absolutamente dominante: Alperen Sengun. O pivô turco teve uma atuação monstruosa com 39 pontos, 11 rebotes, 7 assistências e 5 bolas de três (recorde da carreira). Ele quase estragou a festa em OKC e provou que os Rockets serão um time duríssimo. KD teve uma estreia sólida com 23 pontos e 9 rebotes, apesar do final melancólico.
O jogo, aliás, poderia ter acabado na primeira prorrogação. Em um lance polêmico, Durant pegou um rebote e tentou pedir um tempo que o Houston não tinha mais. Isso deveria ser marcado como falta técnica, e conceder 1 lance livre, além da posse de bola. Era pra fechar o caixão. Mas árbitros não viram, e o jogo seguiu para o segundo OT. (Lembra daquele nosso papo sobre arbitragem… pois é, não é só no futebol não).
No apagar das luzes, Jabari Smith Jr. ainda teve a bola do jogo, mas seu arremesso de média distância não caiu. O atual campeão sobreviveu à sua primeira batalha.
O Exército de um Homem Só Não Salva os Lakers
Golden State Warriors 119 @ 109 Los Angeles Lakers
Transmitido por: ESPN, NBA League pass no amazon prime
Se o primeiro jogo da noite foi sobre o drama do campeão, o segundo, em Los Angeles, era sobre o choque de eras. A dinastia consolidada de Steph Curry contra a nova super-dupla dos Lakers, Luka Dončić e LeBron James. Um embate histórico do passado, presente, e futuro, na mesma quadra.
Só que… a primeira grande notícia da noite veio antes mesmo da bola subir: LeBron James estava fora. Pela primeira vez em seus impressionantes 23 anos de carreira, o Rei ficou de fora de um jogo de estreia. O motivo é uma dor ciática que deve deixá-lo fora das quadras até meados de novembro.

Sem o Rei, a Crypto Arena estava pronta para coroar seu novo príncipe: Luka Dončić. E, em sua estreia da temporada 25/26 pelos Lakers, o esloveno foi exatamente o que se espera dele: um monstro. Uma performance absurda de 43 pontos, 12 rebotes e 9 assistências. Luka foi um exército de um homem só. Mas, como vimos muitas vezes em sua carreira, um exército de um homem só raramente vence uma guerra. Luka ralou, tentou (foi 2/10 nas bolas de 3, mostrando o quanto teve que forçar) e dominou, mas a conta não fecha com ele jogando sozinho.

Se de um lado os Lakers sofreram por depender de um jogador apenas, do outro lado os Warriors deram uma aula de profundidade e de como um time veterano vence jogos. O cestinha da noite não foi Steph Curry. Ele contribuiu com importantes 23 pontos (e apenas 3 bolas de 3), mas deixou seus colegas brilharem. Foi o outro astro da baía quem comandou o time na noite de terça, Jimmy Butler, que estreou com incríveis 31 pontos e uma eficiência assustadora.
Jonathan Kuminga veio agressivo com 17 pontos, e Buddy Hield fez o que faz de melhor: 5 bolas de 3 venenosas, saindo do banco. Até o veterano Al Horford, em sua estreia pelos Warriors, meteu uma bola de 3 em seu primeiro arremesso.
O jogo foi decidido no terceiro quarto, verdade seja dita. Os Warriors saíram do vestiário com uma corrida impiedosa de 19-4, abrindo uma vantagem que chegou a 17 pontos.
Os Lakers tentaram, viu? Austin Reaves (que terminou com 26 pontos) fez 13 pontos só no último período e liderou um rascunho de reação que diminuiu a vantagem para apenas 6 pontos (105-99), mas que não foi o suficiente. Quando o jogo apertou, a experiência dos Warriors falou mais alto. Draymond Green, que teve um jogo discreto de 8 pontos (e uma técnica no banco, claro), acertou uma bola de 3 com pouco mais de 3 minutos restantes no relógio, parando a reação de Los Angeles.
Foi uma declaração de força dos “novos” Warriors, que mostraram ser muito mais do que Steph Curry. E, para os Lakers, fica o aviso: sem LeBron, Luka Dončić vai precisar de muito, mas muito mais ajuda de Deandre Ayton e Marcus Smart para vencer times desse calibre. Alerta aceso já no primeiro jogo da temporada.
O que Esperar Desses Times?
A rodada de abertura foi apenas o aperitivo, mas já nos deu grandes pistas.
O OKC Thunder provou por que é o atual campeão: um time resiliente, com um MVP (Shai) que tem gelo nas veias. O Houston Rockets, mesmo na derrota, mostrou que com um Sengun dominante e um KD focado, será um dos times mais duros de bater, e apostam numa estratégia oposta à tendência de Small Ball da liga, e vai usar da estatura dos seus principais jogadores para tirar os times adversários da zona de conforto
Em Los Angeles, o Golden State Warriors deu uma aula de profundidade. A chegada de Butler ainda na última temporada e o bom desempenho de Buddy Hield tira uma pressão imensa de Curry, tornando o time mais imprevisível. Já os Lakers… o sinal de alerta está ligado. A “Luka-dependência” sem LeBron é real e assustadora. Eles precisam de ajuda, e rápido. E talvez o Rei no auge dos seus 40 anos não seja o suficiente.
A temporada está oficialmente aberta. Que venham os jogos!
